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Netflix ameaça não filmar na Geórgia se a lei antiaborto entrar em vigor

31 MAI 2019
31 de Maio de 2019
Lei aprovada permite o aborto após a sexta semana apenas para casos onde o coração do feto deixou de bater


Para pressionar o governo da Geórgia (EUA) a não colocar em vigor a lei antiaborto, a Netflix ameaça deixar de filmar suas produções naquele estado.

A empresa de streaming que também é um estúdio de gravações e produções é a primeira grande marca do setor a se posicionar contra as leis que criminalizam a interrupção da gravidez.

O chefe de conteúdos da Netflix, Ted Sarandos, emitiu um comunicado dizendo que a empresa está “defendendo as mulheres” que terão seus direitos restringidos.

“Temos muitas mulheres trabalhando em produções na Geórgia, cujos direitos, junto aos de outras pessoas, serão restringidos por esta lei”, diz.

A Netflix irá apoiar a ACLU, uma ONG de direitos humanos que tem entrado na justiça contra a lei antiaborto da Geórgia e de outros estados americanos que estão revogando leis anteriores que autorizavam a prática.

“Dado que a lei ainda não foi implementada, continuaremos filmando lá, assim como apoiaremos nossos sócios e artistas que decidam não fazer isso. E se chegar a entrar em vigor, reconsideraremos todo o nosso investimento na Geórgia”, afirmou Sarandos.

A lei questionada permite o procedimento de aborto apenas para casos clínicos onde for identificado que o feto não tem mais batimento cardíaco. A lei é para procedimentos de interrupção da gravidez após a sexta semana de gestação.

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